
Entre o silêncio da espera e a alegria da Ressurreição, vivemos juntos o mistério maior da nossa fé. Do gesto simples do pão partilhado ao silêncio profundo da cruz, da espera suspensa no tempo à explosão de vida na madrugada, cada momento foi um convite a sair de nós mesmos e a entrar mais fundo no coração da nossa fé.
No caminho do Tríduo Pascal, fomos mais do que participantes, fomos comunidade que reza, que escuta e que caminha lado a lado. Viver estes dias santos não é apenas recordar, é, acima de tudo, fazer caminho. É aprender a amar até ao fim, a confiar mesmo na escuridão, e a acreditar que nenhuma noite é definitiva quando Deus habita em nós.
Em comunidade, tudo ganha outro sentido: os silêncios tornam-se mais densos, a alegria mais inteira, e a esperança mais forte, porque é partilhada. E assim, quase sem dar conta, a Páscoa vai acontecendo dentro de nós. A vida renasce. A luz permanece. E levamos sempre connosco a certeza serena de que nunca caminhamos sós.
Que felizes e gratos somos por estes dias vividos entre nós, em comunidade que somos e para a comunidade a que pertencemos.
Ana






