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Eucaristias 2026/2027

O canto e a música ocupam um lugar muito especial na forma como a Comunidade Estrada Clara vive a fé e a liturgia. Cantar não é, para nós, apenas uma forma de animar uma celebração: é também uma maneira de rezar, de estarmos juntos e de vivermos a Igreja que somos.

Não somos simplesmente um grupo coral. Somos uma Comunidade que se reúne para celebrar, para rezar e para colocar a música ao serviço da liturgia. Alguns dos nossos elementos têm formação musical em canto e em diferentes instrumentos, como piano, guitarra clássica e até saxofone. Outros foram descobrindo a música ao longo do caminho. E há entre nós quem cante em conjunto desde muito novo, há já quase três décadas.

A maior parte dos cânticos que hoje levamos às Eucaristias nasceram também dentro da própria Comunidade. São fruto da nossa oração, da nossa experiência e da vontade de anunciar, através das nossas palavras e da música, um Deus vivo, próximo, que continua a ressuscitar-nos todos os dias.

Por isso, os nossos cânticos, a nossa música e até os nossos silêncios fazem parte daquilo que somos. São uma expressão da nossa identidade e da forma como entendemos a fé vivida em comunidade.

Hoje, entre agendas, famílias, responsabilidades profissionais, encontros e desencontros, ensaios e tantas outras exigências da vida, continuamos a procurar um espaço para este compromisso. Uma vez por mês, reunimo-nos na nossa comunidade paroquial para cantar o Deus que nos reúne e que, ao longo dos anos, fez de nós uma verdadeira irmandade.

Cantarmos juntos é também uma forma de permanecermos juntos. É criar tempo e espaço para celebrar, para rezar e para descobrir a alegria de caminharmos uns com os outros.

𝐀 𝐂𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐄𝐬𝐭𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐂𝐥𝐚𝐫𝐚 é 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐬á𝐯𝐞𝐥 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐚𝐧𝐢𝐦𝐚çã𝐨 𝐝𝐨 𝐜𝐚𝐧𝐭𝐨 𝐧𝐚 𝐄𝐮𝐜𝐚𝐫𝐢𝐬𝐭𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐩𝐫𝐢𝐦𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐨𝐦𝐢𝐧𝐠𝐨 𝐝𝐞 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐦ê𝐬, à𝐬 𝟏𝟗𝐡, 𝐧𝐚 𝐈𝐠𝐫𝐞𝐣𝐚 𝐌𝐚𝐭𝐫𝐢𝐳 𝐝𝐞 𝐍𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐒𝐞𝐧𝐡𝐨𝐫𝐚 𝐝𝐚 𝐂𝐨𝐧𝐜𝐞𝐢çã𝐨, 𝐧𝐚 𝐏ó𝐯𝐨𝐚 𝐝𝐞 𝐕𝐚𝐫𝐳𝐢𝐦.

Viver tudo numa vida

Achamos sempre que quem faz parte da geografia afetiva das nossas vidas e memórias é imortal. Hoje morreu Luís Represas. E percebemos que ele deixou de ser imortal para se tornar imortal. Chegados a este dia, fica mais frágil aquele património invisível que cada um de nós vai construindo ao longo da vida: a memória afetiva. Cada despedida destas obriga-nos a revisitar quem fomos. A música tem este poder extraordinário de vencer o tempo e, ao mesmo tempo, de nos lembrar que ele existe. Cada canção é uma ponte entre aquilo que vivemos e aquilo que permanece. As canções dos Trovante e de Luís Represas habitaram todas as casas onde vivi, as minhas viagens de carro, os dias de verão, as amizades feitas e desfeitas, os amores sentidos, as despedidas, os regressos.

A sua morte é um abalo silencioso na nossa própria biografia. Não porque a sua voz deixe de existir (essa felizmente continuará gravada e disponível), mas porque tomamos consciência de que o tempo passou e está a passar. Que a nossa infância já não é aquele lugar imediato. Que a juventude vai ficando do outro lado da memória. E que aqueles que deram som às diferentes etapas da nossa vida começam, eles próprios, a pertencer à eternidade.

As canções do Trovante e de Luís Represas são, para mim, lugares de memórias mil. De tempos em que as palavras tinham importância, em que a música era trabalhada infinitamente, em que as canções tinham uma dimensão plural.

Escrevo este texto enquanto vejo o concerto do Trovante na RTP 1. Tive o privilégio de, em março, ter estado no Porto a assistir a este mesmo concerto, sem imaginar que seria o último. Na altura, senti-me novamente em 1999, no então chamado Pavilhão Atlântico, num concerto memorável a pedido do presidente Sampaio. Numa altura sem instagram, com muito poucos telemóveis e sem selfies. Tantas memórias, boas e gratas memórias que hoje me invadem. O Trovante deixou de pertencer apenas aos palcos para habitar a nossa biografia, a minha história. É por isso que a voz única e a música de Luís Represas continuarão a cantar dentro de nós, mesmo quando o concerto chegou ao fim.

“As memórias são…” 🎶
Obrigada, Luís!

Ana

Eucaristias 2025/2026

O canto na liturgia e na oração tem um significado profundo para os elementos da nossa Comunidade e esta animação litúrgica está associada ao nosso modo de viver a Igreja na Igreja. Não somos só um grupo coral, mas sim uma Comunidade que se junta para rezar e viver a liturgia através do canto e da música. Alguns dos elementos da Comunidade Estrada Clara têm formação musical em canto e em instrumentos (piano, guitarra clássica, saxofone, entre outros). Muitos de nós já cantamos juntos desde muito novos, há já quase trinta anos. Muitos dos cânticos que cantamos nas Eucaristias são da nossa autoria, precisamente porque são o fruto do nosso modo de rezar, de louvar, de anunciar, através das palavras e da música, este Deus que nos ressuscita todos os dias. A nossa música, os nossos cânticos, os nossos silêncios musicais são parte da nossa identidade como comunidade. Hoje em dia, gerindo disponibilidades e agendas, famílias, responsabilidades profissionais, idas e vindas, ensaios e outras combinações, vamos mantendo este compromisso mensal de nos juntarmos, na nossa comunidade paroquial, para cantar este Deus que nos une e que fez e faz de nós uma irmandade com tempo e espaço para descobrirmos em nós a alegria de vivermos juntos!

𝐀 𝐂𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐄𝐬𝐭𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐂𝐥𝐚𝐫𝐚 𝐞́ 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐬𝐚́𝐯𝐞𝐥 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐚𝐧𝐢𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐜𝐚𝐧𝐭𝐨 𝐧𝐚 𝐄𝐮𝐜𝐚𝐫𝐢𝐬𝐭𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝟏.𝐨 𝐝𝐨𝐦𝐢𝐧𝐠𝐨 𝐝𝐞 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐦𝐞̂𝐬, 𝐚̀𝐬 𝟏𝟗𝐡, 𝐧𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐨́𝐪𝐮𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐍𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐒𝐞𝐧𝐡𝐨𝐫𝐚 𝐝𝐚 𝐂𝐨𝐧𝐜𝐞𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 (𝐌𝐚𝐭𝐫𝐢𝐳), 𝐏𝐨́𝐯𝐨𝐚 𝐝𝐞 𝐕𝐚𝐫𝐳𝐢𝐦.

Chamar a música

Reflexão para o mês de outubro

“Tocámos flauta para vós e não dançastes, entoamos lamentações e não chorastes.” (do Evangelho segundo São Mateus 11, 17)

Texto de Ana Luísa Marafona, Comunidade Estrada Clara

Na última edição dos Globos de Ouro, a cantautora Ana Lua Caiano, ao ser galardoada com o dito prémio para melhor música do ano, agradeceu a atribuição que lhe foi dada com um discurso simultaneamente simples e factual. Lembrou ela, no tal discurso, a importância que a música assume na vida de todos os dias, em todos os momentos e circunstâncias, ao ponto de ter tido e continuar a ter o poder de destruir ditaduras e provocar revoluções. Uma das frases por ela dita tocou-me particularmente: “A música acompanha-nos quando estamos de luto ou quando nasce alguém.” É das tais verdades mais que evidentes que todos sabemos que existem, mas que precisam de ser ditas por alguém e por nós ouvidas para termos a possibilidade de nelas nos demorarmos a pensar. De facto, a música tem este poder, tem este acompanhamento, tem esta relação connosco, esta ausência de indiferença.

A música serve aqui como um exemplo da necessidade que temos de estarmos disponíveis para o que a vida nos quer oferecer. Na estrada que é a nossa vida, vamos acumulando vivências e experiências que nos vão edificando. A grandiosidade da vida reside precisamente na nossa abertura à realidade e, também ao que vai para além dessa mesma realidade e que só é visível com um olhar amplo, atento, amoroso. O tal olhar de Jesus. A tal forma de perspetivar as circunstâncias vividas. A tal postura perante o que vai acontecendo e que faz toda a diferença.

As palavras que Jesus usa, retiradas do Evangelho segundo são Mateus e que servem de mote a esta reflexão, são dirigidas à sociedade do seu tempo, uma sociedade fechada no seu casulo, importada tão somente com o seu ego, defendendo acerrimamente os seus individualismos. Uma sociedade onde as pessoas só pensavam nos seus interesses e onde não sobrava espaço para o ideal comunitário. Uma sociedade onde o bem, a confiança, a justiça, a fraternidade, a comunhão e o respeito não faziam parte dos gestos diários. Uma sociedade não muito diferente da atual…

Na busca desenfreada pela perfeição, pela excelência individualista, pelo ganhar, o egocentrismo domina e impede-nos de olharmos os outros com compaixão, com atenção, com amor. Tornamo-nos insensíveis, frios, distantes, incapazes de dançar com quem está alegre ou até acompanhar a tristeza de quem precisa de ser cuidado. O coração torna-se impermeável a tudo o que implique relação e ação que nos impele de ir ao encontro da irmandade a que se pertence. Tornamo-nos como máquinas que reproduzem horários, rotinas, compromissos, fugimos dos desafios, dos imprevistos, das relações. Profissionalizamo-nos em regras e desconhecemos a sensação de falar em silêncio com quem está perto de nós. Evitamos o abstrato, ignoramos a poesia salvadora, fechamo-nos à simplicidade. Esquecemo-nos de rir até nos doer a barriga porque isso não é sinal de adultez e não temos tempo para abraçar um amigo que precisa porque há um relatório urgente para entregar. E assim vamos vivendo, despojando-nos da essencialidade que o amor nos traz e enchendo-nos do que menos importa. E assim a vida dá-nos aquilo que nela investimos que ou é muito ou muito pouco.

Como é que eu vivo a minha humanidade com quem me rodeia? Como é que eu me vejo atento aos que se cruzam comigo? De que forma me faço próximo quando a vida me chama para perto de quem precisa? Onde me posiciono perante as circunstâncias do meu próximo? Tenho espaço na minha vida para praticar a alegria comunitária? Estou disponível para consolar quem de mim precisa? Estas são apenas algumas das questões que me inquietam e, ao mesmo tempo, me fazem crescer em caminho, sempre simultaneamente pessoal e comunitário.

Quando olhamos para os nossos dias e para o que nos acontece, admiramo-nos muito com acontecimentos de bondade, pois estes aparecem marcados pela raridade. A maldade está de tal forma banalizada que a bondade surge como a exceção que confirma a regra. Nas conversas que ouvimos por aí, escritas ou faladas, o assunto tende sempre mais para o negativo, para o mal, para o negro. Fala-se muito de empatia, mas somos capazes de a praticar? Com origem no termo em grego empatheia, que significava “paixão”, a empatia pressupõe uma comunicação afetiva com outra pessoa e é um dos fundamentos da identificação e compreensão psicológica dos outros indivíduos. A empatia é a capacidade de sentir o que sentiria outra pessoa, caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. É tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar o que é vivido pelo outro.

A vida é esta dança entre risos e lágrimas, encontros e separações. É um fluir entre avanços e recuos, entre coragem e medo. Por isso é tão importante um sentido de flexibilidade quotidiano que nos permita viver estas emoções de forma equilibrada. Sermos capazes de ouvir a flauta que é tocada para nós e entrar na dança. Escutarmos o choro de quem sofre e, sem hesitações, sermos colo e abrigo.

O que nos salva é simplesmente este saber viver, este saber estar atento ao que nos rodeia, ter a capacidade de sermos gratos e de procurarmos o que nos preenche e é a nossa verdade. E só acedemos a este estado de verdade e coerência quando nos deixamos guiar por um coração cheio, empático, presente, próximo. Um coração como o de Jesus. Um saber amar como o de tantos homens e mulheres que o seguiram. Aquilo que nós vemos no mundo é resultado daquilo que trazemos dentro de nós. Por isso, é tão importante cuidarmos no nosso interior, preservarmos a alegria de viver e atentar nos momentos de tristeza que nos acompanham. Viver é saber escutar aquela música que chama por nós. Que nos chama a ser mais pessoas, mais cristãos, mais completos nas nossas fragilidades vividas em confiança. Escutemos esta música. Dancemos juntos ao som dos instrumentos. Abracemo-nos em consolo de fortaleza. E assim a vida será uma só. Eterna!

Eucaristias 2024/2025

O canto na liturgia e na oração tem um significado profundo para os elementos da nossa Comunidade e esta animação litúrgica está associada ao nosso modo de viver a Igreja na Igreja. Não somos só um grupo coral, mas sim uma Comunidade que se junta para rezar e viver a liturgia através do canto e da música. Alguns dos elementos da Comunidade Estrada Clara têm formação musical em canto e em instrumentos (piano, guitarra clássica, saxofone, entre outros). Muitos de nós já cantamos juntos desde muito novos, há já quase trinta anos. Muitos dos cânticos que cantamos nas Eucaristias são da nossa autoria, precisamente porque são o fruto do nosso modo de rezar, de louvar, de anunciar, através das palavras e da música, este Deus que nos ressuscita todos os dias. A nossa música, os nossos cânticos, os nossos silêncios musicais são parte da nossa identidade como comunidade. Hoje em dia, gerindo disponibilidades e agendas, famílias, responsabilidades profissionais, idas e vindas, ensaios e outras combinações, vamos mantendo este compromisso mensal de nos juntarmos, na nossa comunidade paroquial, para cantar este Deus que nos une e que fez e faz de nós uma irmandade com tempo e espaço para descobrirmos em nós a alegria de vivermos juntos!

A Comunidade Estrada Clara é responsável pela animação do canto na Eucaristia do 1.º domingo de cada mês, às 19h, na paróquia de Nossa Senhora da Conceição (Matriz), Póvoa de Varzim.

Sara

Ela sabe.

A Sara. Um ser de luz que sem saber é parte da nossa vida. Por isso, hoje, estamos tristes, carregados de perguntas difíceis, dominados pela impotência, frágeis perante a dureza de uma partida tão prematura.

A Sara. Um ser de luz que sem saber foi nossa parceira na dinamização dos nossos primeiros grupos de catequese para adolescentes. Quando iniciamos esta atividade na nossa paróquia, muito pouco ou quase nada existia que nos pudesse servir de base de trabalho. As sugestões dos catecismos estavam desfasadas da realidade dos jovens, a Internet não estava acessível como hoje em dia e nós éramos dos poucos animadores a trabalhar com adolescentes. Já nessa altura sabíamos que era fundamental trazer o mundo, a sociedade, os ambientes em que os adolescentes vivem, os seus gostos e vontades para o grupo cristão. Durante os primeiros anos, fomos “salvos” pela música e pelas palavras da Sara. Com as suas canções preparamos temas, fizemos grupos de partilha, falamos do que é isto de ser cristão, abrimos novos horizontes, guiamos os jovens para a beleza. Um dos temas preferidos dos adolescentes era o das escolhas que trabalhávamos a partir de uma das canções da Sara, precisamente chamada “Escolhas”. Os primeiros momentos de oração que os nossos adolescentes viveram foram com a canção “Eu sei”, escrita pela Sara e inspirada no salmo 139. Anos mais tarde, o Jorge também fez uma das suas músicas mais luminosas a partir deste mesmo salmo. O primeiro CD com as músicas originais da Sara, o “Mi Ma Bô”, foi a genuína banda sonora dos dias felizes, simples, cheios de vida, de abraços e de gratidão dos nossos encontros de verão em Caminha.

A Sara. Um ser de luz que sem saber é a personificação da parábola dos talentos, precisamente o Evangelho deste domingo (nada é por acaso…). A Sara. A quem muito foi dado e que muito soube dar, doar, multiplicar. Que fez das fragilidades força, dos obstáculos trampolins, das incertezas hinos de vida.

A Sara. Afinal, ela sabe. Sempre soube. Mais do que qualquer um de nós. Ela sabe que a luz é mais forte que as sombras e a eternidade está na música que damos. Ela sabe que a beleza está onde o amor é irmandade.

Obrigada, Sara!

Música, viagens e estrelas

Viagens pela JMJ, Lisboa 2013

As JMJs são música e canções. Por Lisboa, espalharam-se palcos onde muitos grupos cristãos levaram as suas melodias, testemunhando a fé através da arte. E o hino destas JMJ cantado a tantas vozes, com as palavras e a música perfeitas, motivando cada um a partir ao encontro da VIDA.

Nesta dimensão musical da JMJ, partilho aqui dois momentos especiais, que foram para nós sinais da certeza de que o Amor que vivemos nesta dimensão terrena é eterno.

Na cerimónia de acolhimento ao Papa, quando os símbolos das JMJ eram levados ao palco, o @tiagobettencourt cantou a “Viagem”. Uma canção poderosa, de caminho, de aceitação das partidas, de esperança de reencontros numa voz com sabor a casa. Um hino à eternidade! E nada é um acaso! Dias antes, publicávamos, como de costume no nosso site, o texto da reflexão mensal. Eu já tinha um texto meu preparado, mas algo me lembrou que o Jorge tinha escrito, já em 2008, um texto intitulado “Viagem” sobre o simbolismo da viagem que é a Vida. Uma vez que dali a dias partiríamos para Lisboa, entendi ser uma recordação bonita colocar as palavras dele a acompanharem-nos no caminho. E assim foi! Por isso, quando dias depois ouvimos esta canção “Viagem” naquele ambiente de luz, logo os nossos corações se encheram de comoção pois acreditamos que as nossas energias se ligam e se fundem e a presença de quem amamos faz-se sempre inexplicavelmente presente e continua viva em nós.

Na vigília com o Papa, ninguém ficou indiferente quando a doce @carminho cantou “Estrela”. Quando a vimos naquele palco magistral, numa noite tão cheia e tão serena, o nosso coração voltou a encher-se de alegria, aquela alegria que só brota de quem entende que a vida acontece nestes detalhes aparentemente insignificantes, mas que são tudo. E isto porque esta música “Estrela” tem sido a nossa companhia nestes dois últimos anos no “Encontro em TI”, o nosso momento de oração mensal na Igreja da nossa paróquia, esse que foi um projeto antigo e muito desejado pelo Jorge.

A música. Nós. A vida a dar-nos sinais. E ele, com Ele, a falar-nos através das músicas. E sempre connosco, a olhar-nos. Que felizes somos!

Ana